Publicado por: ipanemaemcena | Outubro 18, 2007

Viva o Morro (Ensaio fotográfico)

Viva o Morro
Publicado por: ipanemaemcena | Outubro 11, 2007

Viver bem

Viver Bem

“ O segredo para uma vida saudável é a união do ar, da água e da alegria”, afirma Roberto Girão, que pratica Unibiótica todas as manhãs nas areias de Ipanema.

Essa técnica, introduzida no Brasil há cerca de 25 anos pelo médico coreano Jonk Suk Yun, é uma forma natural de manter a saúde, por meio de exercícios, dieta e mentalizações. O principal objetivo é reforçar a resistência e a imunidade do organismo, resultando na prevenção de doenças e na rápida recuperação de lesões.

“Lembro que, com 50 anos, estava muito doente, com uma calcificação nas cartilagens. Os médicos me garantiam que não tinha mais jeito, que remédio nenhum daria conta. Eu tava todo duro, e a tendência era piorar. O que era para estar duro tava mole, e o que era para estar mole tava duro”, ironiza Roberto, hoje curado de seus incômodos.

Para se obter sucesso com a Unibiótica, é necessário cuidado especial com a alimentação. Não é para passar fome, mas o exagero deve ser abolido. Um de seus princípios básicos é o jejum matinal. “Seu corpo precisa de descanso, de silêncio. O ideal seria ficar por volta de 15 horas sem ingerir alimentos. Mas nesse meio tempo você vai se hidratando”, explica Girão.

“No início achei difícil, passava mal, ficava tonta. O problema é que não bebia água suficiente. Hoje em dia vou até as duas da tarde numa boa sem comer”, comenta Tânia, de 62 anos e jeitão de 40, na roda de conversa. Roberto resistiu por outro motivo: “ No primeiro contato com a Unibiótica, detestei. Poxa, ela condenava justo o café-da-manhã, a refeição que eu mais gostava. Tive que cortar todos os meus vícios, como leite, queijos e pães. Mas por uma causa nobre.”

Nos primeiros trinta minutos da prática, faz-se um “banho de ar”: a pessoa se cobre e se descobre com um cobertor, o que promete facilitar a desintoxicação do organismo, devido à contração e dilatação dos poros da pele. “Outro dia convenci minha empregada a vir aqui”, disse Roberto. “Em uma semana, ela ficou com o rosto todo empolado, e nunca mais voltou. Eu disse que era normal, fazia parte do processo de purificação. Isso acontece quando a pessoa tem muito “lixo” no organismo. Ela, por exemplo, comia carne de porco como a gente bebe água”, acrescentou.

Depois é a hora de tratar dos membros. Vários exercícios com nomes engraçados, como “peixinho”, “sapinho”, “joão-teimoso” atuam no sistema nervoso, digestivo, intestinal, e em músculos, como a lombar e o abdômen. Um dos mais importantes é o “vaso-capilar”. Deitado e de pernas pro ar, a 90 graus, você balança os quatro membros – os braços e as pernas, por dois minutos. O exercício estimula bilhões de vasos capilares, veias, artérias e vasos linfáticos e protege contra a invasão de vírus e bactérias.

No final da aula, meditação. “A Unibiótica trabalha muito com a mente. Sempre reforçando o pensamento positivo e a auto-confiança. Depois de um tempo, você passa a compreender que tudo está e sempre esteve ali, dentro de você”.

Atualmente, cerca de 600 médicos brasileiros fazem o uso desse tratamento, que pode ser encontrado, principalmente, no Ceará, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Quem tiver interesse pode aparecer às sete da manhã nos dias de semana em frente ao Posto 9, convidam os orientadores. Lá encontrará um grupo de pessoas simpáticas e de bem com a vida, que se revezam como professores durante a aula de uma hora de duração. Ah, não se esqueça de levar uma garrafinha d’água para se hidratar.

Por Pedro Farina

Publicado por: ipanemaemcena | Outubro 11, 2007

Achados e um Perdido em Ipanema

Desta vez pretendo fazer uma narração da minha idéia das ruas de Ipanema – ou pelo menos grande parte – para mostrar como este jovem estudante vê este cartão postal da cidade, e por quais lugares passaria se estivesse perdido pelo bairro.

Seria um clichê se esta jornada começasse nas areias do bairro, com o nascer do sol refletindo nas lentes dos óculos escuros. Por esse motivo resolvi começar por um lugar que tivesse a referência de começo de tudo. Nos tempos medievais, todo lugar que tivesse considerável importância tinha um portão enorme, para mostrar como seria o início de tudo.

Quando criança imaginava Ipanema como o final do Leblon, um bairro de passagem para chegar em Copacabana, bairro onde moro há anos. O bairro de Ipanema recebeu um presente de grego, construído em 96, dado pelo até então prefeito César Maia. Um Obelisco gigante, de 22 metros, batizado carinhosamente pelos moradores de ‘Obelisco do César Maia’. Seria engraçado se não fosse uma construção cara (U$100mil), e que na época de criança me assustava pela feiúra.

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Pois bem, pulemos esta parte. Ipanema começa, na minha visão, com duas ruas abre-alas para a diversidade de gostos. A primeira delas é a Paul Redfern, onde fica o Lord Jim Pub, que nada mais é que um típico pub inglês, que vende chopp importado (R$15) destinado aos saudosistas bretãos. A segunda é a Rua Henrique Dumont, onde se encontra o Ducas, casa de sucos com muito estilo, e diferente de tudo no bairro, tudo é barato. O burgerlone (um hambúrguer com queijo provolone) é o rei dos lanches do lugar, e mantém uma legião de súditos apaixonados pelo seu sabor, e como não dá para negar, sou um deles. O sanduíche não custa mais de quatro reais.

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Dando continuidade a esta turnê por Ipanema, chego à Barão da Torre, no Porcão Ipanema. Sempre fui fã de churrasco, e por esse motivo não resisti em incluir esta tradicional churrascaria do rio neste roteiro por Ipanema. O Rodízio custa caro, mas o custo-benefício compensa. Principalmente quando a picanha é servida entre as mesas do local, durante uma partida de futebol no telão do Porção, que mede 2 metros de largura e altura. O preço é um pouco salgado, toda esta regalia custa 63 reais. Além de todas as carnes e buffets, a churrascaria oferece uma sala V.I.P. para 50 pessoas sentadas, para aniversários e eventos.

Para dar uma pausa na comida, o melhor lugar para ficar por dentro de tudo é a Livraria Letras & Expressões, que combina a classe de uma livraria com o estilo informal da banca de jornal. A livraria conta com um cyber-café de primeira qualidade, para trabalhar ou até mesmo checar e-mails com o sabor de um café expresso feito na hora.

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A despedida desta passagem por Ipanema precisa obrigatoriamente passar pela Avenida Vieira Souto, para curtir um entardecer de tirar o fôlego. A caminhada pode ser acompanhada por uma água-de-coco, ou então, para os boêmios, um chopp em qualquer quiosque da praia, que custa em média 2 reais e 50 centavos.

Se perder em Ipanema é um programa que todo carioca deveria fazer um dia. As recomendações estão dadas, porém quem se perde pode achar outros lugares a serem descobertos ainda. Uma coisa é certa, cada pessoa tem um trajeto favorito por Ipanema, o meu está aqui, pode não ser o mais recomendado, mas é uma garantia de aproveitar um pouco do que o bairro tem a oferecer.

Publicado por: ipanemaemcena | Outubro 11, 2007

O Metrô chega em Ipanema

Depois de terminadas as obras da estação Cantagalo do Metrô no Rio de Janeiro, o Governador Sérgio Cabral anunciou o início das obras para a primeira estação em Ipanema. A linha virá de Copacabana e terá 820 metros de distância.. A nova plataforma ocupará 10% da área total da Praça General Osório e terá acessos às ruas Sá Ferreira, em Copacabana e Jangadeiros, que está interditada para a circulação de veículos.

A estação pretende, principalmente, dar uma desafogada no trânsito constante que há na região, onde passam cerca de quinhentos ônibus por dia. A freqüência esperada é de cinqüenta mil pessoas por dia, o que diminuiria em boa parte o engarrafamento. Para atender a demanda, o Governo prevê ainda a aquisição de mais vinte e quatro carros, que formariam quatro trens de seis vagões.

A obra terá um custo total de R$478 milhões, sendo que R$306 milhões serão financiados pelo BNDES, instituição que Sérgio Cabral tem ótima relação. A conta terá um prazo de 148 prestações. Os R$172 milhões restantes serão bancados pelo próprio Governo. Já a obra, tem previsão de ser terminada em cerca de trinta meses, o que seria no final de 2009 ou princípio de 2010.

A nova estação finalizará a Linha 1 do metrô, que o projeto inicial iria levar até a Gávea, mas esse trajeto será suprido pelo sistema de integração com ônibus da própria empresa. Estão previstas duas novas linhas. A 3 iria para Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, a 4 compreenderia Barra da Tijuca e adjacências. Há ainda o projeto de expansão da Linha 2 para a Baixada Fluminense.

Publicado por: ipanemaemcena | Setembro 20, 2007

Hippies Dominam Praça General Osório

Em 1968, um grupo de jovens artesãos do movimento hippie, que aflorava na época, resolveu implantar em Ipanema umas barracas para vender suas obras. Trinta e nove anos depois, a Feira Hippie, localizada na Praça General Osório, conta com cerca de 700 barracas, é a maior galeria de artes ao ar livre do mundo, e transformou-se numa escala obrigatória para qualquer turista que vá ao Rio de Janeiro. Lá são encontrados produtos como artesanatos dos mais variados tipos, roupas do estilo “estive no Rio e lembrei de você”, bolsas de couro e comida típica.

Um dos artesãos mais antigos, José Airton, está na feira há 32 anos e veio de Fortaleza para expor e vender suas esculturas com formas humanas de madeira no Rio. Encontrou na Feira hippie o local ideal: “Consegui fazer minha vida e construir minha família graças a Feira”. Ele fica durante a semana trabalhando nas peças e vende aos domingos na feira. Os preços variam de 400 a 10.000 reais.

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O artesão conhecido como Renato de Maricá, que está na feira há 30 anos, trabalha com artesanatos baseados na cultura indígena. Ele mora na cidade que carrega no apelido e vive da feira e de pintar paredes durante a semana. Uma das suas principais satisfações é o fato de nunca ter havido confusão com polícia: “A Feira é muito tranqüila, estou aqui há trinta anos e nunca houve problema, mesmo na época da ditadura, quando tudo era difícil”.

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A feira é muito conhecida pelos pintores que expõem na praça. Um dos mais antigos é o Márcio Brás, apelidado de Mineiro. Ele está na feira há 28 anos e veio de Birenópolis, norte de Minas Gerais. Ele recebeu o convite de um amigo que já trabalhava lá: “Fui chamado pra cá por um dos fundadores da Feira Hippie, hoje vivo vendendo quadros aqui e faço por encomenda”. As pinturas de Mineiro custam de 15 a 600 reais, dependendo do tamanho e da complexidade do desenho.

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A feira atingiu um nível de excelência e qualidade não foi por sorte ou acaso. Há toda uma organização por trás. A Prefeitura cadastra todas as barracas e todos os artesãos devem fazer uma prova para entrar, só se passar na avaliação que é liberado. Há um estande no centro da Praça para os interessados se informarem.

A Feira Hippie funciona sempre aos domingos, das 7 às 19 horas.

Publicado por: ipanemaemcena | Setembro 13, 2007

A Universalidade de “Garota de Ipanema”

Dia 2 de agosto de 1962, restaurante Bon Gourmet, em Ipanema, era a estréia do show Encontro, que reuniu os monstros sagrados da música brasileira: João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes e o conjunto vocal Os Cariocas. Neste dia foi apresentada ao mundo a canção “Garota de Ipanema”. Desde então, a Bossa Nova invadiu o mundo todo.

No mesmo ano da apresentação da canção, começou a história da música que marcou os anos 60. Tom e Vinicius, entre um chopp e outro no botequim Veloso – que deu lugar ao bar Garota de Ipanema – avistaram uma jovem, apenas 19 anos, cabelos dourados e corpo perfeito em direção ao mar. Era Helô Pinheiro, musa inspiradora e modelo de uma geração, de uma época, uma menina, que na canção vem e passa, mas foi eternizada pelos versos compostos pelos ícones da Bossa Nova.
Vin�cius e Helô
A universalidade de Garota de Ipanema, título deste post, pretende confirmar ao leitor sobre o quanto esta específica canção rompeu com as fronteiras de Ipanema e chegou a diversos países. O escritor Ruy Castro, em texto publicado no Estado de S. Paulo sobre os 40 anos de “Garota de Ipanema”, lembrou a vontade dos ‘gringos’ de cantar os versos de Tom e Vinícius:

“No caso da letra de Vinicius, há sites com adaptações fonéticas para ajudar os gringuinhos aspirantes a reproduzir a interpretação de João Gilberto, resultando em coisas assim: “Aw-lyuh kee koey-suh mah-izh leen-dah/ Mah-izh shay-ya dee grah-suh..”
Tom Jobim e Frank Sinatra
Porém, o site que oferece a didática da reprodução não foi o primeiro a orientar estrangeiros a reproduzir a canção. O primeiro ‘professor’ foi Tom Jobim, que ensinou o famoso cantor americano Frank Sinatra a cantar Bossa Nova. Em troca, Sinatra eternizou “Garota de Ipanema” em outra língua, além de incorporar seu talento e voz para “The girl from Ipanema”, composta por Norman Gimbel. Sacramentando, assim, a universalidade de “Garota de Ipanema”.

Publicado por: ipanemaemcena | Setembro 6, 2007

Vida Nova à Bossa-Nova

Há 50 anos, havia a primeira apresentação de bossa-nova no Rio de Janeiro, estilo que havia sido criado em reuniões de músicos como Carlos Lyra, João Gilberto e Roberto Menescal. Depois de meio século, há quem diga que virou coisa do passado e que ela nunca voltará a ser a mesma.
Não é isso que alguns moradores de Ipanema pensam. Na loja Toca do Vinícius, localizada na Rua Vinícius de Moraes, dá para ver como a bossa-nova ainda está viva no Rio de Janeiro. Lá são vendidos materiais de todo o movimento, desde CD’s, vinis, livros até souvenirs. O local realiza ainda eventos que contam com shows em tributo ao estilo musical, sempre com casa cheia. Inclusive dia trinta deste mês haverá apresentação de Emmanuel Donzella homeageando Wanda Sá.
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Segundo vendedores da Toca, os jovens são os principais consumidores, principalmente na compra de camisas – que custam de 20 a 30 reais – ,que trazem frases marcantes do poeta que dá nome à loja, como “alegria é a melhor coisa que existe” e “a vida é pra valer”, escolhidas, principalmente, pelos casais. Há também um pequeno museu com peças raras e originais de Vinícius de Moraes e outros artistas da bossa-nova. O bar Garota de Ipanema, localizada na mesma rua que a Toca, também realiza shows com freqüência, quando triplica a venda de chopp.

Apesar de na Toca do Vinícius a bossa-nova estar em alta, muitos acham que o estilo já não faz o mesmo sucesso que no passado e deve ser lembrado apenas como marco de uma época. Entre eles está Luiz Roberto Oliveira, criador do site Clube do Tom: “O estilo teve seu tempo. Agora, a bossa-nova só deve ser praticada como lembrança de uma época. Não faz mais sentido criar novas canções.”

Porém, novos compositores como Rodrigo Maranhão e Marcelo Camelo revivem a bossa-nova no século XXI. Esta renovação está conquistando uma legião de fãs, a maioria deles jovens. Camelo e Maranhão, além de já terem gravado músicas do estilo, cederam composições próprias para outros artistas, como Maria Rita.

Fato é, que tanto para jovens quanto para a “velha-guarda”, a boa música que a bossa-nova trouxe estará sempre presente em todo lugar do mundo e principalmente no bairro em que nasceu: Ipanema.

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