Publicado por: ipanemaemcena | Novembro 22, 2007

Violência assusta moradores

O Rio de Janeiro, no decorrer do século XX, acostumou-se a viver com a violência que se transformou normal não só no Brasil, mas por todo o mundo. E em Ipanema, que apesar de ser um bairro de elite, com o metro quadrado mais caro da cidade, não é diferente. Fatos recentes, principalmente de Junho para cá, como assaltos e assassinatos, começam a assustar os moradores do local.

Grupos de vândalos se tornaram freqüentes no bairro. Em agosto, o empresário Rive Nogueira e sua noiva foram espancados por cerca de uma dezena de jovens, que estavam em uma festa no bairro. A causa da briga seria que a vítima tivesse se insinuado para a namorada de uma das pessoas que o agrediram.

Um outro grupo, de dez assaltantes, rendeu os moradores de um prédio na Rua Piragibe Frota Aguiar, também em agosto. O porteiro foi rendido e ficou preso na lixeira com a família. Os moradores foram rendidos, feitos reféns, e tiveram jóias, aparelhos eletrônicos e dinheiro roubados. Uma das vítimas teve o carro roubado, que depois foi encontrado em um dos acessos ao morro do Cantagalo.

O fato que mais comoveu a cidade foi a morte do italiano Giorgio Morasse, que veio ao Brasil para ir ao casamento do filho, em Minas Gerais. O turista foi assaltado por um ciclista enquanto passeava pelo calçadão. Ele acabou brigando com o assaltante na tentativa de recuperar um cordão de ouro, e foi morto após ser atropelado por um ônibus.

A moradora Maria Zilda Chagas, de 34 anos, e que vive na Rua Vinícius de Moraes, disse que cansou da violência. Após ser assaltada quatro vezes em menos de três semanas, sendo que segundo ela, duas vezes pela mesma pessoa, ela decidiu se desfazer de tudo o que tem na cidade e se mudar com seu filho de sete anos para Pipa, no Rio Grande do Norte, pequena cidade luxuosa e turística de praia, onde irá montar um hotel para estrangeiros. Maria Zilda pretende ficar por lá por um bom tempo.

Já Fernando Coimbra, de 47 anos, que mora na Avenida Vieira Souto, teve seu apartamento roubado recentemente, e sua filha, de 15 anos, estudante do Colégio São Paulo foi assaltada, resolveu dar mais uma chance para a cidade, mas em outro bairro. Ele vai se mudar, com sua família para a Urca, onde julga ser o lugar mais seguro do Rio de Janeiro. Se não der certo, pretende ir para Portugal.

Depois do caso de Giorgio Morasse, a polícia resolveu aumentar um pouco o número de policiais e viaturas fazendo ronda no local, já que o caso teve repercussão também na Itália. Moradores fizeram uma manifestação terça-feira passada para pedir paz, após mais cinco turistas terem sido assaltados no bairro.


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